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Deturparam o marxismo


O Ministro da Educação caiu, como este blog já havia profetizado ainda no final do ano passado (aqui). Velez trouxe uma série de problemas para o governo, especialmente em virtude de sua incompetência. Diferente do que prometeu em campanha, Bolsonaro não escolheu alguém técnico para o cargo, foi uma escolha ideológica. Velez foi uma indicação de Olavo de Carvalho, o vigarista mais bem sucedido da política atual.

Diante do fato, olavettes e o próprio Olavo correram para as redes sociais com suas costumeiras desculpas esfarrapadas. Como pegaria muito mal para eles a queda de seu tão aclamado ministro - vale lembrar que Flávio Morgenstern rasgou seda para ele diversas vezes - a justificativa usada foi a de que Velez teria "traído" Olavo. Não é novidade esse expediente. Toda vez que alguém ligado a Olavo de Carvalho se dá mal - ou é pego de calças curtas - é exatamente esse o tipo de desculpa que se dá. Afinal de contas, se Olavo sempre tem razão, como ele poderia ter indicado um incompetente para o cargo? Aí está...

Hoje mesmo Bernardo Küster, o maior pau no cu de toda a direita brasileira, publicou um longo texto no qual inventa as mais absurdas lorotas sobre o ministro. Diz ele que o mesmo teria traído Olavo e o Brasil, mas ninguém diz de forma alguma como foi que isso aconteceu. Talvez seja porque nem aconteceu. A verdade, ou seja, a incompetência do ministro e, por corolário, a incompetência do próprio Olavo, é muito dolorosa para se aceitar. E os lacaios precisam proteger o patrão.

O fato é que eles são mentirosos contumazes. Todos eles, assim como o próprio presidente. Este fato já se pode observar justamente a partir da demissão do ministro. Na semana passada, quando a notícia foi dada por Eliane Cantanhêde, todos eles negaram e disseram ser "fake news". Esperaram alguns dias para publicarem a demissão, esperando que seus eleitores esquecessem que foram eles que mentiram.

Essa técnica de nunca admitir as cagadas que fazem é similar ao que socialistas vêm fazendo há décadas. Quando a URSS deu errado, quando se tornou público o fato de que o socialismo é um regime de morte e miséria, os socialistas logo partiram para o discurso de que "deturparam o marxismo". Disseram eles, diversas vezes, que a União Soviética não era socialismo de verdade. Disseram o mesmo sobre todos os outros casos em que o socialismo se mostrou verdadeiramente o que é. Dizem isso ainda hoje sobre a Venezuela, alegando que Maduro na realidade não é um verdadeiro socialista. No futuro eles dirão, em livros, que Maduro na realidade era de direita, ou então vão simplesmente omitir toda a tragédia venezuelana para vender o projeto como bem sucedido.

Olavettes são iguais. Sempre que Olavo é pego em alguma mentira, surge o discurso de que ele foi "mal compreendido". Quando pessoas ligadas a Olavo fazem alguma besteira, então eles dizem que estas pessoas não são olavettes de verdade, que não são "a verdadeira direita". É o novo "deturparam o marxismo", mas em uma versão de curtíssimo prazo, já que o governo Bolsonaro e seus ministros - salvo exceções - não passam nem mesmo uma semana sem cometerem algum deslize patético.

Como já foi dito antes por aqui, os brasileiros foram novamente enganados na eleição passada. Foi a maior fraude eleitoral da história deste país. "Por que a maior?", alguns poderiam perguntar pensando na reeleição de Dilma. Porque a reeleição de Dilma era uma tragédia anunciada. Até os esquerdistas sabiam que seu governo não sobreviveria. A maioria nem de longe acreditou em Dilma, ela jamais foi um fenômeno de credibilidade. Sua vitória se deu por conta de fatores totalmente alheios a ela própria, incluindo o fato de que Aécio Neves também não inspirava tanta confiança. Há até quem alegue fraude nas urnas, o que é possível dadas as circunstâncias.

A eleição passada foi a maior fraude porque a campanha de Bolsonaro foi extremamente eficiente em enganar a população. A propaganda era a de um político honesto, diferente de todos, com um profundo desejo de mudar o país para melhor, fazendo a economia crescer, resolvendo o grave problema da segurança pública, dentre outras coisas muito importantes. A promessa foi a de um presidente que não governaria com ideologia, que colocaria gente capacitada tecnicamente para os cargos, que traria uma esperança para o Brasil. Como de costume, medo e esperança foram as chaves para o resultado da campanha. Muitos votaram em Bolsonaro com medo que o PT voltasse, mas a verdade é que a própria campanha do atual presidente fez questão de minar não o PT, e sim os concorrentes do PT. Todas as alternativas minimamente viáveis foram demolidas por uma campanha voraz de difamação e calúnias. Sobrou até para João Amoedo, que não tinha chances reais de vitória, mas que poderia lhe tirar alguns votos no primeiro turno. 

Na prática o que o presidente entregou foi incompetência e ideologia. Colocou em ministérios estratégicos gente incapaz de atuar neles, e ele o fez por motivação ideológica. Velez caiu porque sua situação ficou insustentável, e os olavettes correram para tirar o seu da reta como sempre. 
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