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Se conversa por Whatsapp não é conversa, então a campanha também não foi campanha!

O argumento mais desconexo com a realidade para justificar a palhaçada envolvendo Gustavo Bebianno é dizer que conversar por Whatsapp não é conversar de verdade. A blogosfera estatal, ou seja, os blogs governistas compostos por gente que ganhou cargos e benefícios com a vitória do presidente, tem alegado que Bebianno mentiu ao dizer que conversou com Jair Bolsonaro porque, na realidade, teria apenas falado com ele através do Whatsapp.


Primeiro é preciso dizer o óbvio. Whatsapp é um meio de comunicação tanto quanto era o telefone, o e-mail ou o MSN. Conversar com alguém é um ato que se pode realizar até por meio de uma carta. Creio que isso seja ponto indiscutível aqui, mas dizer essas obviedades em tempos em que o óbvio precisa ser dito se faz necessário.

De qualquer maneira, é importante frisar, o aplicativo de comunicação em questão foi usado durante toda a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Sua equipe de coordenação, bem como seus apoiadores orgânicos, sempre usaram o app para espalhar a palavra do Messias. Aliás, a maior parte da campanha do presidente foi feita por meio de redes sociais, em especial após a facada, quando ele ficou impossibilidade de fazer campanha de rua. 

Os áudios divulgados pelo Bebianno simplesmente provam que, de fato, presidente e ministro conversaram sobre assuntos de governo normalmente naqueles dias, exatamente como o próprio ministro havia informado. Isso também prova, por tabela, que Carlos e Jair Bolsonaro mentiram copiosamente. Mas por que mentiram?

Dizem os blogueiros estatais que a mentira é de Bebianno, um maldito traidor, mas eles ignoram completamente o vídeo gravado por Jair Bolsonaro no dia da demissão do ministro no qual o presidente o elogia por seus grandes feitos e tenta colocar tudo como mero desentendimento, a partir de "diferentes interpretações". Nenhum desses blogueiros irá te dizer que o presidente demorou para demitir o ministro porque estava com o rabo preso. Nenhum deles te dirá que os áudios, se comparados com o vídeo publicado por Bolsonaro - que ele nem publicou em sua própria conta - são completamente divergentes. 

O mesmo Bolsonaro que tentou esmagar Gustavo Bebianno, que o humilhou, que permitiu que seu filho também o humilhasse e que fez diversas insinuações sobre ele, foi o Bolsonaro que gravou um vídeo dias depois o elogiando em uma postura visivelmente desconfortável.

A BLOSTA está unida, é claro. Vai continuar mentindo para você. Mas os fatos neste caso falam por si.
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