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Os Maias: Quando governo e oposição se unem pelo "bem maior"


Rodrigo Maia se reelegeu presidente da Câmara dos Deputados com folga. Foram 334 votos, enquanto o segundo colocado, Fábio Ramalho (MDB) levou apenas 66. A composição para a vitória de Maia era feita de pelo menos 16 partidos, dentre eles as duas maiores bancadas, PT e PSL, além de partidos como MDB, PCdoB, etc.

Não é preciso ser um gênio para entender o óbvio. Na Nova Era, a velha política não só permanece como, agora, se estendeu a outros partidos que outrora ficavam para escanteio. Como já era previsto, para os que estão no poder agora o problema nunca foi a política de compadrio, tão comum no Congresso. O verdadeiro problema era o fato de eles estarem assistindo esta política do lado de fora. Agora, do lado de dentro, todos ficam felizes.

É injustificável o apoio do governo ao Rodrigo Maia. O deputado é conhecido por suas manobras contra a Lava Jato, por suas alianças com o PCdoB, por suas complicações com a Justiça, dentre outras coisas mais ou menos relevantes. Os mesmos que hoje estão no poder, ou seja, o PSL, eram aqueles que criticavam Rodrigo Maia e quem o apoiava. Michel Temer foi duramente atacado pela "direita" quando apoiou o deputado em nome da "governabilidade". 

Só o fato de o presidente da Câmara ser apoiado pelo governo enquanto também é apoiado por PCdoB já deveria ser motivo para alarde.
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