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Nota do MEC, além de ser falsa, é politicamente vexatória

Após a divulgação feita na coluna de Anselmo Góis, do jornal O Globo, de que o MEC teria removido vídeos a respeito de Karl Marx, Engels e outros personagens de esquerda do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), o pupilo de Olavo de Carvalho no governo quis "mitar" em sua resposta pública, mas acabou pagando mico.


Primeiramente é preciso abordar o fato que realmente importa aqui: a nota do MEC contou uma bela mentira e já foi desmascarada em seguida. Veja a nota:


Os erros de pontuação geraram bastante piada nas redes sociais, assim como a teoria conspiratória colocada no último parágrafo. No entanto, o que é de fato importante é que o MEC mentiu, e mentiu muito mal.

Qual a mentira? Afirmar que a exclusão dos vídeos se deu no ano passado, durante o governo Temer. A verdade é que o material foi deletado no dia 2 de janeiro ou depois, conforme a própria coluna de Anselmo Góis comprovou hoje mesmo (ver aqui).

Dito isso, vamos ao restante. 

Não é papel de um ministro lançar mão de artifícios tão baratos. A teoria conspiratória colocada só demonstra o seu caráter totalmente ideológico. É claro que isso não é surpresa, mas em se tratando de um Ministro as aparências deveriam pelo menos ser mantidas, até para evitar respingos no governo. 

Os erros de pontuação, por sua vez, são algo que considero normal, mas definitivamente não é tão normal assim para quem prega a alta cultura. Não foi o Olavo quem afirmou, diversas vezes, que seus alunos escrevem muito melhor do que os jornalistas brasileiros? Não foi o que pareceu.



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