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Nem Jair defendeu Flávio, mas os idólatras não se cansam de passar vergonha

O presidente Jair Bolsonaro, em entrevista, declarou que caso seja comprovada a culpa de Flávio no caso Queiróz e também nas outras apurações feitas recentemente, ele deve ser punido. É uma atitude que em outro país seria considerada comum, especialmente vinda de um presidente da República, uma vez que ele deve zelar pela Constituição. Claro que no Brasil este ato representa algo maior, já que até pouco tempo atrás tínhamos presidentes defendendo publicamente bandidos até mesmo condenados como José Dirceu.


Em resumo, nem o presidente, que é pai do acusado, usou sua influência em defesa dele. Mas os idólatras não se cansam. Eles acreditam cegamente que Flávio jamais tenha errado. A atitude é digna de seitas, algo que muito se viu nos anos petistas. De qualquer maneira, vamos aos fatos.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, é investigado por movimentações suspeitas para as quais ainda não conseguiu arranjar uma boa explicação. Altas quantias em dinheiro foram transferidas e depositadas em diversas contas, dentre elas até mesmo o depósito de R$ 24 mil na conta da primeira dama, Michele Bolsonaro. 

O que trouxe bastante estranheza ao caso foi o fato de que Flávio, que na realidade até então não era o alvo das investigações, mas somente uma testemunha, foi até o STF pedir a suspensão das investigações alegando que em breve terá foro privilegiado. Ele quer que o caso fique no Supremo e corra em sigilo de justiça. Muito estranho para quem não deve, mais estranho ainda para quem era contra o foro privilegiado até o ano passado.

Existem ainda diversas outras questões para as quais não há dúvidas, e uma delas é o fato de que existiam funcionários fantasmas em seu gabinete no Rio. Isso não é suspeita, mas um fato. Servulo foi funcionário do gabinete e recebeu pagamentos da ALERJ enquanto passou a maior parte do tempo - mais de 300 dias - fora do país, em Lisboa. 

Há também a recente revelação de que Flávio empregava em seu gabinete parentes de um miliciano foragido da polícia, o mesmo miliciano que agora é tratado como suspeito da morte da vereadora Marielle Franco. Associar o senador eleito ao duplo homicídio é exagero, não há até o momento esta relação. No entanto, cabe ressaltar, não é algo natural que um deputado estadual tenha relação tão próxima com a milícia. Flávio não só defendia o miliciano como, aliás, acusou ontem Queiroz de ser o responsável pela contratação da filha e da esposa deste sujeito. Ou seja, ele já está jogando a culpa de outra situação na conta do laranja. É ainda mais suspeito.

Os idólatras da família Bolsonaro estão pagando mico. Alguns até dizem que é melhor não criticar o governo ou não dar ibope para o caso de Flávio porque "é do interesse da esquerda". Acontece que a eleição já acabou, agora Bolsonaro é governo. Se problemas como este não forem solucionados, não tem mágica, o governo que eles tanto defendem vai acabar definhando.
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