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Ataque de Bolsonaros a Bene Barbosa é prova definitiva de que tenho razão

Que o bolsonarismo seja praticamente uma seita religiosa já se sabe há muito tempo. No entanto, até mesmo dentro de seitas religiosas costuma haver certo respeito entre os colegas. Com a família Bolsonaro, não é o caso.

A nova é o ataque ridículo de Eduardo Bolsonaro e Carlos contra Bene Barbosa. Para ver os detalhes, leia a matéria do Conexão Política sobre o tema. A mim cabe a análise destes fatos.


Esta não é a primeira vez que os filhos de Bolsonaro se comportam de forma agressiva e desrespeitosa com aliados. Já aconteceu o mesmo ao colunista Alexandre Borges, que cometeu o "crime" de tirar uma foto ao lado de João Dória - o mesmo Dória que, aliás, tem uma foto com o próprio Jair Bolsonaro. Na época, Borges foi chamado de traidor para baixo, tudo isso porque se cogitava a possibilidade de o tucano ser candidato a presidente.

A atitude é infantil. Mas os filhos de Bolsonaro são mesmo infantis. Eles são criancinhas mimadas de apartamento, do tipo que bate o pé quando se vê diante de algum questionamento. Neste caso, porém, o questionamento de Bene Barbosa é totalmente pertinente. O tal decreto para "liberação de armas" do novo governo é uma fraude, de forma alguma será o bastante para solucionar o problema.

Contudo, assim como Alexandre Borges, é provável que Bene ainda se mantenha ao lado deles. Existe um tipo de cabresto moral e intelectual nessa relação entre a família Bolsonaro e seus apoiadores. Não importa as merdas que digam ou façam, nem mesmo quantas sejam, o apoio permanece. Alexandre Borges foi literalmente humilhado por Eduardo na época, e mesmo assim permaneceu apoiando. 

Olhando de fora, como é o meu caso, tenho a nítida impressão de que a seita bolsonarista se tornou - ou sempre foi - uma versão azul e amarela do petismo. Com Lula também era assim. Quem o questionava era chutado para escanteio. Trata-se da cultura do líder máximo. Quem desagrada o rei é decapitado, mesmo que seja um aliado.
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