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Após polêmica, membros do PSL criticam apoio a Rodrigo Maia


Depois da polêmica envolvendo o apoio do PSL à reeleição de Rodrigo Maia, integrantes do partido resolveram fingir que discordam do que já estava acordado. 

De acordo com o site O Antagonista, integrantes do núcleo mais diretamente ligado ao presidente estariam incomodados com a decisão que, no novo discurso, teria sido tomada unilateralmente por Luciano Bivar. 

É claro que isso não passa de lorota. O partido fechou o acordo com Maia por ser algo mais diretamente vantajoso, de certa forma é até estratégico. Mesmo o PSL tendo uma grande bancada, é bem difícil que o partido consiga eleger o presidente da casa. Aliás, não seria muito útil aos propósitos de Jair Bolsonaro.

O apoio a Rodrigo Maia é uma questão complexa. De um lado trata-se de uma cartada política das mais corriqueiras, exatamente o tipo de coisa que Michel Temer, Lula ou Dilma fizeram durante seus mandatos. É aí que surgem as críticas, uma vez que a prática difere bastante do discurso moralista da campanha. 

No entanto, é necessário ser realista. Se a campanha de Bolsonaro enganou os eleitores - o que toda campanha faz, afinal - isso agora nem vem mais ao caso. É tarde para administrar esta minúscula crise de valores e, aliás, é desnecessário. Bolsonaro tem uma vantagem estratégica que durará pelos próximos meses: o povo lhe deu o poder com a esperança de que as coisas melhorem. 

Basta que ele não faça nenhuma besteira. Se as coisas apenas não piorarem o povo brasileiro já ficará temporariamente satisfeito, já que nos últimos tempos essa sensação havia se tornado escassa.

É tarde para o PSL colocar panos quentes. O acordo aconteceu, já se tornou conhecido, e no momento ainda pode-se usar a desculpa - ou o fato - de que apoiar Maia é uma escolha estratégica para os planos do novo governo. 

Questionável? 

Com certeza.
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