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A realidade contra a "direita" equilibrista

A direita true, a única e verdadeira direita, se mostra cada vez menos verdadeira e ainda menos de direita. Ultimamente eles têm levado uma surra da realidade, e como apanhar machuca, ficam atordoados, meio perdidos, sem saber exatamente como reagir. Então eles reagem de forma óbvia.


As revelações feitas ontem pelo Jornal Nacional estão um pouco além de qualquer discussão ou opinião. São fatos comprovados. Também é fato comprovado que pelo menos um dos funcionários do gabinete de Flávio no Rio, seu amigo Servulo, recebeu pagamentos da Assembleia Legislativa sem ir trabalhar. As viagens feitas a Lisboa, que ocuparam dois terços do período em que Servulo deveria estar trabalhando, não deixam qualquer dúvida de que havia ali algo muito suspeito.

No entanto, se a realidade não agrada, os fanáticos mudam a realidade. É menos honesto, mas bem mais agradável do que mudar o discurso. Mudar o discurso significaria abdicar da fé ou mesmo de uma posição frágil que agora se vê questionada.

O que têm feito a direita equilibrista para explicar o inexplicável? Ela tem sido criativa. Os acusados (Flávio e Queiroz) não explicam nada, e os próprios bolsominions, desesperados, acabam inventando justificativas pra eles.

Com o Queiroz inventaram que ele estava vendendo muamba da China, movimentando dinheiro com construção, etc. Depois veio a justificativa oficial, e ele diz que fazia compra e venda de carros, embora provavelmente não tenha nenhum registro disso. Sua entrevista para o SBT não explica absolutamente nada, é uma completa fuga dos fatos.

Agora estão inventando que os depósitos na conta de Flavio vêm de uma loja dele da Kopenhagen no shopping. Explicação bastante criativa, mas se é isso, por que ele mesmo não explicou na entrevista dada para a Record?

Flavio e Queiroz estão se comportando como culpados, e a estratégia tem sido bem similar a que foi usada pelos petistas diante da Lava-Jato. Acusam os investigadores, dizem que a investigação é ilegal, e querem que o caso seja julgado pelo Supremo, em sigilo. Em paralelo a isso alegam que sofrem perseguição da imprensa, da Globo, etc. O discurso de Lula é o mesmo até hoje. Os petistas ainda alegam sua inocência e culpam a oposição. 

O problema, neste caso, é que dos petistas isso já é esperado. Qualquer um de nós sabe que eles se comportam desta maneira enviesada, que usam de duplo padrão. A gente sabe que para os petistas a lei só é válida quando usada contra seus inimigos. Mas não era isso que se sabia sobre a "direita true" até esses dias. 

Como era o discurso antes? Dizia-se que não tem políticos de estimação, que todos os que forem culpados devem ser punidos, que não há problema algum em se investigar políticos, que a Lava-Jato tem que avançar. Esse discurso ficou complicado de ser feito agora, considerando que o partido do presidente está aliado a Rodrigo Maia, que tentou barrar a Lava-Jato. Ficou difícil repetir esse discurso publicitário de campanha diante das descobertas do Coaf. Ficou ainda mais difícil reproduzir essa conversa com o governo descumprindo tantas de suas principais promessas.

É preciso fazer muito malabarismo para esconder estes fatos na era da informação. Nem os petistas, que são organizados e manipuladores, tiveram condições de fazer isso. Os fatos venceram as narrativas. 

A entrevista de Flávio para a Record serviu, na realidade, para selar sua culpa. Ele se portou como culpado. Usou de pretextos inválidos para justificar seu pedido ao STF, mas em momento algum explicou de forma satisfatória qualquer coisa a respeito do caso. Seu tom arrogante lembrou muito o de Lula, que acusava o Ministério Público, a mídia e qualquer um que suspeitasse dele, ao passo em que nunca conseguiu demonstrar uma só gota de inocência.

A "direita" equilibrista tem um pepino nas mãos. Resta saber se ela vai descascá-lo ou se vai mesmo continuar se comportando como se fossem petistas de sinal trocado.
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