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Futura ministra sofreu estupro quando criança e a imprensa fez piada


A futura ministra de Jair Bolsonaro, Damares Alves, que cuidará do Ministério da Família, relatou em entrevista que sofreu abusos sexuais repetidas vezes na infância. Ela também contou que teria subido em uma goiabeira para cometer suicídio, mas que Jesus a teria impedido.

Sem entrar no mérito da história, se é verdadeira ou falsa, ou mesmo se a crença em Jesus é correta ou não, o que realmente surpreendeu foi a forma como a imprensa lidou com o caso. Por se tratar da futura ministra de Bolsonaro, parece que Damares não merece o mesmo respeito que outras mulheres. Em vez disso, jornalistas acharam que caberia fazer piadas com o assunto.

Veja alguns exemplos:




Claro que o execrável Gilberto Dimenstein não ficaria de fora, afinal é o mesmo sujeito que achou engraçado fazer piada para ganhar likes durante a tragédia com a Chapecoense. No entanto, é de se surpreender que haja tamanha falta de vergonha em figuras mais importantes da imprensa, como Ricardo Noblat ou mesmo na Globo de modo geral.

Qual seria a situação se o caso fosse inverso? E se uma ministra do governo Dilma tivesse contado história similar, qual seria a reação da imprensa? Como seriam tratados aqueles que ousassem fazer piada com o assunto? Humoristas já foram processados e censurados por bem menos, e isso apesar de serem humoristas, que por definição não devem ser levados a sério. 

Danilo Gentili sofreu um processo pesado por ter feito piada com os seios de uma mulher. Rafinha Bastos foi literalmente silenciado por anos após fazer a piada com Wanessa Camargo e o seu bebê. O que acontecerá a Ricardo Noblat e Dimenstein? Nada, é claro. A imprensa não irá noticiar as piadas de mau gosto como se fossem moralmente questionáveis, nem mesmo falará no assunto. Cabe a nós, portanto, expor.

Rir desse assunto é preocupante. Estupro é o crime mais hediondo que existe na sociedade moderna, é o tipo de violência imperdoável que para muitos deveria ser punida com a pena de morte. Até poderiam questionar a veracidade da história, poderiam pedir que ela contasse mais detalhes, o que ainda assim não é comum nestes casos. Por outro lado, fazer graça é a evidência mais significativa da hipocrisia, especialmente por se tratar de gente que diz defender a mulher.

A nós, da direita, cabe um esforço. Esse tipo de coisa precisa ser exposta exaustivamente. Precisamos, como ensinou Saul Alinsky, fazê-los sucumbir pelo seu próprio livro de regras. Situações como esta vão se repetir no decorrer dos próximos anos. A regra de um peso e duas medidas valerá enquanto o inimigo deles estiver no poder. Mas cabe a todos nós expormos esses comportamentos escroques para que não reste dúvidas a mais ninguém: a extrema-esquerda é imunda.
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