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A oportunista barraqueira e os trouxas amestrados


Joice Hasselmann, a "jornalista", foi eleita deputada federal pelo PSL nesta eleição. Ela conseguiu mais de um milhão de votos. A origem destes votos é óbvia: apoiadores de Jair Bolsonaro que queriam colocar a "musa da direita" no Congresso. Mas, é claro, não tardaria muito para que ela fizesse algum barraco. Quem a conhece pelo menos um pouco já esperava por isso.

O barraco se deu em um grupo de Whatsapp usado por integrantes do partido. O bate-boca foi basicamente uma mesquinharia política das mais comuns, nada que merecesse atenção em tempos normais. E ela só queria atenção. Mas já era previsto. Os barracos, o fato de os barracos acontecerem na internet, o fato ainda mais questionável de que alguém de dentro do grupo vazar isso para a imprensa. Tudo é de uma obviedade inquestionável. O que não dá para entender realmente é a cabeça de bagre dos eleitores.

Depois das discussões com Major Olímpio terem vazado, muitos dos idiotas que elegeram Joice Hasselmann se sentiram incomodados com suas críticas ao partido (e nem vou entrar no mérito). O que veio depois é, de certa forma, hilário. 

Os fãs descobriram, por meio do Twitter, que Joice era crítica de Jair Bolsonaro até esses dias. Sim, pois é. Aparentemente mais de um milhão de imbecis não sabiam disso até semana passada, e eles mesmo assim elegeram uma pessoa que não conheciam. Verdade seja dita ela tentou apagar os rastros, mas não foi preciso de muito esforço para encontrar textos de pouco tempo atrás em que ela batia no então deputado (como este). Também não foi difícil encontrar vídeos nos quais ela aparece criticando Bolsonaro e defendendo Maria do Rosário (como este).

É impossível compreender os fãs de políticos, especialmente os fãs desta nova casta que passam praticamente o dia inteiro na internet. Ao que parece, bastou Joice fingir ser de direita depois que foi chutada da Veja para que merecesse a votação expressiva que recebeu. Os cabeças de bagre têm em seu coração a virgindade, então para eles basta que uma mulher surja com um discurso "de direita" para se tornar sua musa. Foi o mesmo que aconteceu com Patrícia Lélis e Luana Bastos, que se não tivessem sido desmascaradas antes certamente estariam eleitas agora.

O que ficou claro é que ninguém conhecia a Joice de verdade, a Joice raiz, a Joice moleque. Dois anos foram suficientes para apagar da memória - e dos HDs - o passado sabidamente esquerdista da "jornalista", que antes de ser nacionalmente conhecida era tratada, no Paraná, como uma versão feminina de Paulo Henrique Amorim. 

E por que faço questão de chamá-la de "jornalista", entre aspas? É porque somente um idiota completo chamaria o trabalho de Joice de jornalismo. Na Veja ela não era mais do que um rostinho bonito lendo o teleprompter. Depois que foi chutada da Veja, quando decidiu embarcar na onda Bolsonaro e se declarar "de direita", Joice foi a campeã nacional de barrigadas. Superou até o ridículo Ricardo Noblat. O desleixo era tão evidente que só lhe restou largar a profissão para tentar algo diferente, o que neste caso é viver às nossas custas com os votos de mais de um milhão de bestas quadradas que nem sabem quem ela é.

A meu ver Joice foi esperta, nem dá para culpá-la. Ela viu a oportunidade de viver na mamata e aproveitou. Quem não faria?
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