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Por que devemos tratar comunistas da mesma maneira que tratamos os nazistas?

Meu amigo Octávio Henrique, que inclusive revisou meu ensaio Bolas Quadradas, escreveu há poucos dias um ótimo texto no qual tratou da atuação tola dos direitistas brasileiros contra os socialistas e esquerdistas em geral. O texto me deu uma ideia, algo que venho sempre abordando aqui, mas talvez não da forma correta.


Quem acompanha este blog há mais tempo sabe que sempre defendi o tratamento intransigente com esquerdistas. Já escrevi diversos textos nos quais abordo este assunto, e neles deixo claro que devemos tolerar da extrema-esquerda o mínimo possível, se é que devemos tolerar algo deles. Contudo, talvez, minha abordagem não tenha sido tão claro quanto gostaria que fosse, por isso resolvo abordar novamente a questão.

Por que tratar um comunista da mesma forma que se trata um nazista? Porque a diferença entre um e outro é muito mais de grau do que de essência. O comunista é essencialmente igual a um nazista, isto porque o nazismo é fruto do próprio marxismo - e quem leu Mein Kampf ou Kampf um Berlin sabe do que falo. O próprio antissemitismo nazista tem origem em Marx, que ironicamente era judeu.

A diferença de estrutura entre a URSS e a Alemanha de Hitler era pequena, e mesmo assim tal diferença só existia por questões meramente culturais, não ideológicas. Os campos de concentração de Hitler eram muito parecidos com os campos de concentração soviéticos. Ambos perseguiram violentamente os judeus e quaisquer opositores. Ambos foram sanguinários, violentos e tirânicos. Um pouco antes da guerra, aliás, Hitler e Mussolini eram adorados por grande parte da esquerda mundial, que só deixou de apoiá-los quando as atrocidades vieram a tona. Isso, aliás, aconteceu também com Stálin algum tempo depois.

Mas é claro que isso aqui não é um blog de história, não tenho nenhum compromisso com o MEC para ficar dando aulas sobre a Segunda Guerra Mundial. O que quero dizer, no fim das contas, é que esquerdistas e nazistas são igualmente ruins, com a única diferença de que o primeiro é um pouco mais hipócrita do que o segundo. O que torna um nazista diferente de um comunista é que o primeiro assume as atrocidades que defende, o outro finge que é bonzinho.

Quando escrevi, por exemplo, que não existem esquerdistas bem intencionados, quis dizer exatamente isso. Quando sugeri que não devemos separar o que foi dito da pessoa que disse, idem. O problema é que grande parte da direita ainda vê o comunista mais como um iludido do que como um canalha, ao passo que enxerga o nazista assumido como um canalha sem hesitar. Tal atitude é fruto justamente da narrativa esquerdista, que tenta se distanciar do nazismo e que coloca os crimes dos líderes socialistas na conta da "desvirtuação de Marx".

É por isso que insisto, há muito tempo, que jamais devemos passar pano para qualquer um que defenda ditaduras. Uma pessoa que apoie Nicolás Maduro não é, em hipótese alguma, bem intencionada. Certamente também não há boa intenção por trás do apoio ao ditador norte-coreano. 

Todo esquerdista deveria ser tratado, por nós, como antissemita, como racista e como um sujeito desprezível que quer ver o mal dos outros para se dar bem. Devemos considerar, também, que todo esquerdista é trapaceiro e mentiroso a priori, invertendo o conceito jurídico da presunção de inocência e imputando a ele a presunção de culpa. Sempre que for necessário optar, o correto é cobrar do esquerdista que prove o que está dizendo. Se alguém o acusa, é ele mesmo quem deve comprovar inocência. Se o esquerdista acusa alguém, também cabe a ele a prova e não o contrário.

Por isso um direitista que se preze jamais deve validar o que uma feminista disser, exceto se ela disser e provar. Vale o mesmo para qualquer outro tipo de militante dessa estirpe. A intransigência deve ser a nossa maior arma, porque esquerdistas são pessoas que a longo prazo não podem conviver socialmente. Eles não têm amigos, tem companheiros de luta. Eles não se importam com suas famílias, se importam com a causa. Eles são, resumidamente, a escória pulsante. São pessoas que matariam em prol do partido se pudessem fazer isso sem risco de punição. Em uma revolução, é aquele seu amigo comunista do colégio, aquele que você tolera por convivência, que vai te dar o primeiro tiro.

Enfim, o comunista deve ser tratado como se trata um nazista. Ou seja, ele deve ser desprezado do convício social e no futuro devemos até considerá-lo juridicamente como um criminoso, assim como também se faz com os nazistas.
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