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Luciano Bivar confirma apoio a Bolsonaro e enterra o Livres em seu amadorismo

Quem acompanhou a página Modo Espartano nos últimos dois dias certamente sabe do caso envolvendo Luciano Bivar, o Livres e o deputado Jair Bolsonaro. 


Resumidamente, no início da semana o deputado Bolsonaro se encontrou com o também deputado Luciano Bivar, que é o presidente nacional do PSL, para costurar uma aliança. No primeiro momento não se sabia ao certo dos detalhes, mas já na quarta feira a Gazeta do Povo lançou uma matéria na qual dizia que Jair Bolsonaro se filiaria ao PSL, seria candidato a presidente pelo partido, e que a corrente Livres seria extinta, de acordo  com conversa que ele teve com Bivar.

O que ocorreu em seguida?

Na mesma noite de quarta, a página nacional do Livres-PSL no Facebook lançou uma nota negando tudo. Segundo o grupo, Bolsonaro e Bivar se reuniram, conversaram, mas não houve nenhum tipo de acordo. Eles disseram que Bolsonaro não entraria no partido em hipótese alguma, que ele era divergente dos ideais do partido e que tudo não passava de uma informação falsa dada pelo próprio deputado.

Imediatamente este blog, assim como o blog de Luciano Ayan, declarou que a nota do Livres era insuficiente diante do fato mais importante de todos: Luciano Bivar, a pessoa mais envolvida em tudo isso, não havia dito nada publicamente até aquele momento. Caberia, portanto, aos líderes do Livres a cobrança de um posicionamento mais claro por parte do presidente do partido. Eu, se estivesse no lugar de alguma das lideranças, teria ido falar com Bivar e exigir dele uma declaração em vídeo negando o que disse Bolsonaro, e isso antes mesmo de lançar a nota.

No entanto, não foi o que aconteceu. Ao contrário, o grupo manteve sua posição. Alexandre Paiva, que coordena o Livres em Santa Catarina, fez a seguinte postagem em seu Facebook:


Fábio Ostermann, uma das lideranças mais proeminentes do grupo, fez o mesmo:



O grande problema até então é o mesmo de antes: O Livres se manifestou negando, em nome do partido, mas Luciano Bivar não se manifestou. Cheguei a enviar mensagens para integrantes do Livres com os quais ainda mantenho algum contato e perguntei a eles se alguém tinha realmente ido falar com o Bivar, mas eles me disseram que não, apenas estavam confiantes.

Agora é que veio a bomba definitiva. Em uma matéria feita hoje pelo Expresso Época, Luciano Bivar confirmou tudo o que Bolsonaro disse. Vou colar um trecho da matéria logo abaixo:

O presidente do PSL-Livres, Luciano Bivar, afirmou a EXPRESSO que, se o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) quiser se filiar à legenda e concorrer à Presidência da República, será bem-vindo. “A possibilidade de o deputado vir para o nosso partido e concorrer para presidente nos enche de orgulho”, disse Bivar. A nota divulgada pelo partido nesta quinta-feira (21), porém, dizia ser Bolsonaro a representação do “autoritarismo e (da) intolerância” e que, portanto, é “antítese completa de nossas ideias”. Bivar diz que a nota representa as ideias de uma corrente minoritária.
O que Luciano Bivar estava fazendo até então é o chamado "jogo de zona cinza", no qual intencionalmente ou não deixou o dito pelo não dito por pelo menos dois dias até que enfim resolveu se manifestar. Durante o período, o Livres se queimou publicamente ao falar em nome do partido e depois ser desmentido pelo seu presidente. Note-se que Bivar chama o Livres de "corrente minoritária", contradizendo aquilo que o Livres diz de si mesmo como se fossem praticamente os donos do partido.

Como também expressei em meu último post na página Modo Espartano, isso tudo na verdade pesa muito mais contra o próprio Bolsonaro. Ele buscou aliança  com alguém a quem ele próprio e seus fiéis seguidores tratavam como inimigo até outro dia. Os minions passaram dois anos atacando o PSL e o Bivar inclusive porque o partido apoiou Marina Silva em 2014. Além disso, Bivar também sai dessa história desgastado, uma vez que mostrou falta de caráter plena ao negociar de forma baixa e imoral apenas para obter vantagem.

O "crime" do Livres, por outro lado, é o amadorismo. Comum aos liberais, o amadorismo consiste em duas coisas: entrar em um jogo complexo e bolar estratégias simples demais e ignorar fatos porque prefere se ater a discursos. Como muitos sabem eu fui membro do Livres, fiquei no grupo durante quase um ano e saí em janeiro deste ano justamente por conta desse elevado nível de leiguice que afeta as lideranças. Na primeira vez em que conversei com Fábio Ostermann e Alexandre Paiva, ainda em março do ano passado, eu já havia lhes dito que Luciano Bivar não é confiável e que não teria tanta certeza assim de que, no futuro, ele lhes daria o partido de mão beijada.

Fato é que ao confrontá-los, ao expor a falta de inteligência política deles, fui tachado de pessimista e depois disso começaram a me perseguir, a me criticar para outros membros do partido nos bastidores, fazendo um típico joguinho baixo para me desqualificar. Dito e feito, eu tinha razão desde o princípio. Bivar não é mesmo confiável e o grupo se fiou demais em "contratos" de boca a boca, sem jamais ter um projeto político realmente sólido.

Deixo minhas condolências aos amigos que ainda permanecem no Livres, e fico triste que eles sofram consequências pela estupidez de suas lideranças. Contudo, eu avisei, e quem avisa amigo é. Vai ser difícil o Livres se recuperar depois desse tombo, se é que isso é possível.

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