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Fala de Renan Santos sobre Alexandre Frota e Bolsonaro foi totalmente acertada, ainda que tardia

Há algumas semanas vieram a público áudios de conversas de membros do MBL com os sacanas ligados à família Bolsonaro. Também há alguns dias o ator de pornô gay e "conservador" Alexandre Frota, na tentativa de denegrir a imagem de Renan Santos, publicou um áudio em que o líder do MBL expõe os fatos sobre o que realmente aconteceu no caso Frota/Bolsonaro.

Apesar de muitos de seus seguidores terem bovinamente aceitado a versão de Frota, o fato mesmo é que a fala de Renan estava absolutamente acertada naquele momento. Ouça e tire suas próprias conclusões:


Como disse acima, Renan tem razão. O que realmente aconteceu é que Frota tentou roubar a marca do MBL, e isso foi algo que ele próprio assumiu quando, em vídeo, deixou claro que nunca fez parte do grupo e que queria sua marca assim mesmo. O caso foi parar na Justiça e Frota perdeu, é claro, para desespero e vergonha daqueles que o apoiaram. Mas não foi só isso. No meio desse rolo todo acabou-se descobrindo que o próprio Frota estava envolvido com Vinícius Segalla, aquele "jornalista" do grupo UOL que foi descoberto como assessor de Lula em seu instituto. Ou seja, o "ícone da direita" que tentava roubar a marca do MBL era ligado a um esquerdista radical que por sua vez era diretamente ligado a a Lula - para maiores informações, clique aqui e aqui.

Mais tarde, veio a ser descoberto que a família Bolsonaro estava envolvida nisso, em especial o deputado Eduardo, que tem rixa escancarada com o MBL desde sempre. O mesmo Eduardo que havia usado uma matéria fake do BuzzFeed para atacar Fernando Holiday no começo deste ano era, na realidade, um dos articuladores do plano. Não é à toa que seu pai, o deputado Jair, tenha dito à coluna de Mônica Bergamo que só não daria um beijo em Frota por que "não é sua praia".

É evidente que o MBL tem todas as razões do mundo para entrar em guerra contra a família Bolsonaro, mas ainda assim o movimento está pegando leve. Como já disse aqui em outros textos recentes, aliás, este foi o maior erro do movimento desde o começo: pegar leve com esses picaretas. A trairagem já era algo escancarado desde o ano passado e ela se intensificou ainda mais depois que o movimento alcançou notoriedade nas eleições de 2016.

A tática adotada pelo movimento, no entanto, tinha como finalidade não externalizar essa rivalidade, mantendo a aparência de que estava tudo bem por um longo tempo. O único problema é que essa tática foi unilateral. Enquanto o MBL tentava aproximação e respeitava um tratado de paz, o outro lado batia no MBL dia e noite. Para piorar a situação, a estratégia toda estava levando em conta algo que simplesmente não existe: entendimento do público.

Imagine duas empresas concorrentes, a Coca-Cola e a Pepsi. Agora pense que a Pepsi adotou uma estratégia na qual reconhece as qualidades da Coca, faz propagando para a rival e tenta, com isso, conquistar o público fiel da marca concorrente cedendo, ao mesmo tempo, espaço para ela fazer o mesmo. Porém, a Coca-Cola não participa da brincadeira. Enquanto a Pepsi elogia os pontos positivos da marca, a Coca-Cola bate na Pepsi mostrando todas as suas falhas ou até mesmo inventando falhas que nem existem. De quebra, nos bastidores, dirigentes da Coca-Cola tentam roubar a marca Pepsi na Justiça para prejudicar a concorrência. Isso tudo, no entanto, nunca chega ao público. A população simplesmente não faz a menor ideia do que está acontecendo e, no fim, boa parte das pessoas dá razão à Coca-Cola porque ela se vendeu este tempo todo como a melhor ou como a única marca de refrigerante possível.

Isso te lembra algo?

Pois é. Foi o que ocorreu com a tática do MBL. Uma furada. Deu errado do começo ao fim, se deteriorou a tal ponto que simplesmente não sobrou nada ao movimento se não o desgaste total. Agora, de um lado, há pessoas ligadas ao Bolsonaro adotando uma estratégia de destruição, enquanto do lado do MBL a tática é a de recuo. Nada disso faz muito sentido porque as pessoas em sua maioria não sabem o que aconteceu, elas não sabem dos detalhes, não viram as provas. É como se a Pepsi, mesmo depois de ter tomado uma rasteira da Coca-Cola, continuasse a manter as aparências, ignorando que o público continua a ser cativado pelo opositor.

Renan Santos tem toda a razão no que disse sobre a relação entre o movimento e a família picareta de Bolsonaro, mas não é esta a visão do público porque o grupo optou por uma tática auto destrutiva.


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